dezembro 11, 2025

Ludwig M

Câmara salva mandatos em acordão suspeito: direita perde votos

Câmara salva mandatos em acordão suspeito: direita perde votos

O grande acordo que salvou todos os mandatos

O ministro do STF continua livre para inventar crimes e prender quem quiser. Deputados precisam se esconder no exterior para manter a liberdade. É a democracia funcionando apenas no nome.

A sociedade brasileira se acostumou com o inaceitável. Prisões sem crime virou rotina. Perseguição política virou jurisprudência. O Estado de Direito morreu e ninguém percebeu o velório.

Enquanto isso, quem realmente comete crimes – como Glauber Braga – sai impune e fortalecido. A inversão de valores é completa. Bandido vira vítima, vítima vira bandido.

As próximas batalhas no Congresso

A votação dos casos de Eduardo Bolsonaro e Ramagem será o teste definitivo da teoria do acordão. Se eles também mantiverem os mandatos com votações apertadas, ficará provado que houve negociação nos bastidores.

O problema é que esse tipo de acordo, embora compreensível politicamente, não resolve o problema de fundo. O STF continua autoritário. A perseguição política continua ativa. Os deputados continuam reféns de um sistema judicial corrompido.

A direita precisa pensar além da preservação de mandatos. É necessário enfrentar diretamente o autoritarismo judicial. Caso contrário, serão sempre mais episódios como esse, com parlamentares se escondendo no exterior.

O Congresso tem instrumentos constitucionais para frear os abusos do Judiciário. Mas falta coragem política para usá-los. Preferem os acordos de bastidor às batalhas frontais pela democracia.

Quando o remédio vira veneno

Ironicamente, manter os mandatos pode prejudicar mais a direita do que cassá-los. Três deputados impedidos de votar são três votos perdidos nas batalhas legislativas importantes. Em uma Câmara polarizada, cada voto conta.

A alternativa seria os próprios deputados pedirem licença dos mandatos. Assim, os suplentes assumem e podem votar normalmente. O PL mantém a força parlamentar sem abrir mão da defesa dos perseguidos.

Mas essa saída tem custos políticos. Seria vista como admissão de culpa ou capitulação diante do STF. A simbologia política às vezes pesa mais que a efetividade legislativa.

No final das contas, todos saem perdendo exceto os verdadeiros culpados. O autoritarismo judicial se fortalece. A impunidade se consolida. E a democracia brasileira dá mais um passo rumo ao abismo.

O grande acordo da Câmara pode ter salvado mandatos, mas não salvou a democracia. Esta continua agonizando nas mãos de quem deveria protegê-la. E o pior: com o aplauso de quem deveria denunciar os abusos.

Resta saber se a sociedade brasileira ainda tem energia para reagir a essa farsa. Ou se vai continuar assistindo passivamente à destruição das instituições democráticas. O silêncio, neste caso, é cumplicidade.

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